17 de julho de 2013

17 de julho. Feriado? De que?


O dia 17 de julho de 1768 é data em que historiadores, pesquisadores e estudiosos do assunto relatam que tivera sido a fundação da futura cidade de Cuité, quando Caetano Dantas Correia chega a estas terras e inicia a povoação desta região, mas que apenas em 31 de outubro de 1784, requereria a Data (Terra) da Lagoa do Cuité e a fim de povoá-la definitivamente, edificando uma capela em homenagem a Nossa Senhora das Mercês, e na companhia do irmão Simplício Dantas Correia passaram a promover festas naquela localidade. Caetano Dantas Correia doou meia légua de terra tirada daquela data que tivera requerido, ao entorno da capela, com o objetivo de se construir o “patrimônio da santa”.


Igualmente a maioria das cidades Brasil a fora, Cuité não fora diferente, e como pudemos notar para o seu desenvolvimento primeiro, teve o apoio alicerçado na Igreja Católica, tendo como construção primordial uma capela, em consequência foi tomando forma e ares de uma futura cidade, ato que só ocorreria muito tempo depois, precisamente em 25 de janeiro de 1937.


Porém, a data da fundação de Cuité ainda é um pouco, ou se não posso dizer muito pouco conhecida por alguns de seus filhos e cidadãos que moram, nasceram e convivem nesta cidade. Quem não se pegou fazendo ou ouvindo a pergunta: feriado de que? Os motivos para este possível “esquecimento” desta data pode ter alguns motivos, dentre eles podemos citar que a mesma passou a ser comemorada e oficializada a menos de cinco anos, graças aos esforços de alguns historiadores da cidade que juntos desenvolveram um projeto e o levaram para a aprovação dos poderes legislativo e executivo.


Um outro motivo que indago neste momento para este “esquecimento” ou falta de conhecimento desta data é mais de forma geral, ou seja, se dá principalmente pela forma que nós estudamos a nossa história, pois na maioria das vezes nos chega mais rápido e fácil o estudo de muitas outras civilizações, tais como Grécia, Roma ou tantas outras cidades e países da Europa do que estudarmos as origens do nosso Estado, de nossa cidade.


Devemos pois saber sim a história de nossos antepassados mais próximos, da formação e da conjuntura geral de nossa cidade, aprendermos a cantar ou até mesmo saber o que significa a letra do hino de nosso Estado, de nosso município, sabermos como estes foram formados, foram gestados, quem participou e como foi todo este processo.


Acredito que este ato de não sabermos a nossa história mais próxima, nos deixa, digamos “órfão” historicamente falando, sem termos uma base, uma memoria, uma identidade fixa, aonde possamos dizer, que viemos de tal canto, nos identificamos e nos orgulhamos de termos nascido alí.


Fica então esta dica neste momento em que nossa cidade completa 245 anos de fundação, para que possamos cada vez mais procurarmos saber da nossa história, envolver nossos, filhos, netos, alunos, estudantes de forma geral neste contexto, pois acredito que se assim fizermos, nossa história, nossa memoria, nossas tradições e identidades sempre estarão renovando de geração para geração sem correr o risco de desaparecer, de cair no esquecimento no grande vácuo histórico que é o tempo.


Por Crisólito Marques

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