15 de maio de 2013

CAMPANHA DE ENFRENTAMENTO A HOMOFOBIA DE CUITÉ REALIZA O I FÓRUM DE DEBATES SOBRE CIDADANIA, ENFRENTAMENTO À HOMOFOBIA E POLÍTICAS PÚBLICAS PARA LGBT




O Centro de Atenção Psicossocial de Cuité (CAPS) participa desde a última segunda-feira (13) da 3ª Semana de Luta Antimanicomial do Estado da Paraíba. A semana encerra no dia 18, considerado o Dia ‘D’ da Luta, e marca a data da primeira luta das pessoas que trabalham com saúde mental, fato que aconteceu no dia 18 de Maio de 1987 com a Reforma Psiquiátrica.

De acordo com a coordenadora do centro, Socorro Souto, será uma semana de atividades ‘extra-muro’ com o objetivo de mostrar a sociedade o valor dessas pessoas. “O nosso objetivo é justamente esse, inserir essas pessoas na sociedade novamente, pessoas essas que viveram durante muito tempo em estado de vulnerabilidade”, destacou.

O I Fórum de Debates sobre Cidadania, Enfrentamento à Homofobia e Políticas Públicas para LGBT, foi realizado durante toda esta terça-feira (14) no auditório do INSS de Cuité e foi dividido em dois momentos, o primeiro aconteceu pela manhã e a segunda no turno da tarde.

O evento que acontece dentro da I Campanha Sobre Diversidade Sexual e Enfrentamento à Homofobia do município reuniu representantes da Secretaria Estadual da Mulher e da Diversidade Humana, advogados, psicólogos, comunidade e alunos da rede municipal de ensino onde juntos discutiram vários temas voltados para o universo LGBT.

A advogada e jornalista Fabiana Agra participou do evento e frisou sua importância não só para a Cuité, mas toda a região. “Eu acredito que num raio de 200 quilômetros Cuité está sendo a única cidade que está realizando um fórum com todas as oportunidades para que o público alvo seja atendido, não é fácil discutir um tema como este a gente sabe o quanto os gays, as lésbicas e os simpatizantes sofrem com o preconceito e por sofrerem esse preconceito acabam não saindo do armário”, declarou Fabiana Agra.

Para a estudante Micarla da Silva Cabral, o evento abre portas para um novo conhecimento. “Aqui nunca houve um evento como esse onde nós pudéssemos aprender a respeitar a opção do outro, se ele quer mudar nós temos que respeitar”, comentou.

Já para a estudante Jacqueline das Neves, o Fórum serve para acabar com o preconceito existente em Cuité. “Isso é muito bom para a nossa cidade, a nossa sociedade é muito preconceituosa, se uma pessoa faz uma escolha por gostar de homem não é da conta de ninguém, temos que dar apoio” ressaltou a estudante.

Apesar de ser um tema voltado exclusivamente para o público LGBT foi registrado durante o evento um déficit muito grande de pessoas que integram esse público. Para o psicólogo Jean Ferreira, esse déficit gera uma angústia nos organizadores do fórum. “Não sabemos quais os motivos que levaram a esse déficit, o evento foi amplamente divulgado e nós aguardávamos um público maior da população LGBT do município”, declarou Jean Ferreira.

No segundo momento, que aconteceu na tarde desta terça-feira (14), foi realizada uma Roda de Diálogo e a apresentação do filme “Não quero voltar sozinho” com Luciel Araújo Oliveira, representante da Secretaria Estadual da Mulher e da Diversidade Humana, e ainda uma palestra com os psicólogos, Jean Ferreira e Sabrina Cunha.

Quem participou do Fórum visitou a tenda da Secretaria de Saúde montada na entrada do auditório, onde estava sendo realizado teste rápido de HIV, distribuição de preservativos masculinos e femininos, vacinação contra Hepatite B, Tétano e Gripe A.

Ainda dentro da campanha será realizada nesta quarta-feira (15) uma Roda de Diálogo sobre saúde integral da população LGBT das 9 às 17 horas no auditório do INSS. O encerramento acontece na próxima sexta-feira (17) no Teatro Municipal de Cuité com a exibição do curta “Eu não quero voltar sozinho” e show’s com os artistas performáticos Withina Hill e Jho Romanelly, a partir das 20 horas.

Ascom/Cuité

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