5 de dezembro de 2012

ONGs protestam pelas 122 mulheres assassinadas na Paraíba em 2012


As mulheres picharam um painel da Secretaria com a frase "Governo do Estado, o descaso mata as mulheres" (Foto: Walter Paparazzo/G1)

Organizações ligadas aos direitos das mulheres realizaram uma caminhada em protesto à violência contra mulher, na manhã desta terça-feira (4), no Centro de João Pessoa. Organizações não-governamentais munidos de faixas e cartazes marcharam da Praça de Independência até a Avenida Epitácio Pessoa, onde se localiza a Secretaria Estadual da Mulher e da Diversidade Humana.


As manifestantes cobravam políticas públicas para as mulheres e uma audiência com a secretária. De acordo com o Juliana Caneiro, integrante do Coletivo das Mulheres do Campo e da Cidade, os movimentos ligados aos direitos das mulheres estão insatisfeitos com as políticas públicas apresentadas pelo governo da Paraíba. “São cerca de 120 mulheres assassinadas em toda Paraíba somente neste ano. Precisamos discutir a violência contra as mulheres, fazer com que as políticas públicas sejam postas em prática, porque não estamos vendo isso”, comentou.
 
A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública confirmou que já são 122 mulheres assassinadas neste ano em todo. Até 10 de dezembro, o Governo da Paraíba, através da Secretaria da Mulher e da Diversidade Humana (Semdh) e da Secretaria de Comunicação (Secom), realiza uma campanha de combate à violência contra a mulher em parceria com a Rede Paraíba de Comunicação. A campanha “Violência contra a mulher. Denuncie. Você não está sozinha” acontece em 16 dias alusivos ao dia 25 de novembro, quando é celebrado o Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher.

 

A impunidade é outro ponto que as mulheres reclamam. Segundo as líderes do movimento, o sentimento de impunidade dos homens que praticam violência contra as mulheres é um dos motivos que estimulam a prática.

 

Gilberta Santos, secretária executiva da Mulher, comentou que assim que as mulheres chegaram na Secretaria, foram recebidas. “Elas se reuniram comigo, com a secretária Iraê Lucena e com o chefe de gabinete do Estado, Waldir Porfírio, para que elas nos passassem o que estavam protestando”.
 
“Na reunião elas fizeram diversas reivindicações, mas a principal foi voltada para o melhoramento nas delegacias das mulheres, que não abrem nos finais de semana”, afirmou a secretária executiva. Gilberta comentou ainda que um documento foi entregue com todas as questões, e que a Secretaria da Mulher se comprometeu em montar uma agenda para continuar o diálogo com as organizações ligadas.
     
 
 
 

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