7 de dezembro de 2012

Na Paraíba Oscar Niemeyer deixa marca de genialidade


Oscar NiemeyerFoto: Oscar Niemeyer/ Estação Ciência
Créditos: Arte/Portal Correio
O arqueiteto, Oscar Niemeyer, morreu na noite desta quarta-feira (5) aos 104 anos, no Rio de Janeiro. Segundo o boletim médico ele morreu de insuficiência respiratória por volta das 21h. 

O arquiteto carioca, que completaria 105 anos em 15 de dezembro, deu entrada no hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio, em 2 de novembro, a princípio para tratar de uma desidratação, em sua terceira internação no ano. Mais tarde, porém, Niemeyer apresentou hemorragia digestiva e houve piora em sua função renal. Na terça-feira (4), uma infecção respiratória levou a uma piora no estado clínico de Niemeyer.
Em outubro, ele havia ficado duas semanas no hospital também por causa de uma desidratação. Em maio, o teve pneumonia e chegou a ficar internado na UTI. Recebeu alta depois de 16 dias. Em abril de 2011, foi submetido a cirurgias para a retirada da vesícula e de um tumor no intestino. Na ocasião, ele ficou internado por 12 dias por causa de uma infecção urinária.
Veja trajetória de Oscar Niemeyer
A Paraíba também já teve monumentos arquitetônicos projetados pelo famoso arquiteto, Oscar Niemeyer. São eles: Estação Ciência Cultura e Artes em João Pessoa e em Campina Grande o Museu do Artista Popular, apelidado de ‘Museu dos Três Pandeiros’ que pertence a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).
Oscar NiemeyerFoto: Oscar Niemeyer/ Museu dos Três Pandeiros
Créditos: Arte/Portal Correio 
 “Arquitetura é invenção. Tem que causar impacto e ter desafio. Quando me pedem um prédio público, por exemplo, procuro fazer bonito, diferente, que crie surpresa. Porque eu sei que os mais pobres poderão, ao menos, parar e ter um momento de prazer, de surpresa, ver uma coisa nova. É por esse prisma que a Arquitetura pode ser útil. As pessoas vão passar, olhar, gostar ou não, mas não vão dizer que viram algo parecido”, frase de Oscar Niemeyer.
Biografia
Nascido em 15 de dezembro de 1907, no Rio de Janeiro, Oscar Niemeyer Soares Filho foi o principal arquiteto brasileiro da história.
Formou-se em arquitetura pela Escola Nacional de Belas Artes em 1934 e, dois anos depois, integrou a comissão criada para definir os planos da sede do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, com a supervisão do arquiteto suíço Le Corbusier (1887-1965).

Frases: 'Para mim o importante é a vida, conhecer as pessoas, haver solidariedade'

Entre 1940 e 1944, projetou, por encomenda do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek (1902-1976), o conjunto arquitetônico da Pampulha. As construções são um marco em sua obra, porque pela primeira vez utiliza superfícies curvas, explorando as possibilidades plásticas do concreto armado.

Em 1947, é convidado pela Organização das Nações Unidas a participar da comissão de arquitetos encarregada de definir os planos de sua futura sede em Nova York. Seu projeto, associado ao de Le Corbusier, é escolhido como base do plano definitivo.

Em 1956, o presidente da República, Juscelino Kubitschek, o convida a colaborar na construção da nova capital do Brasil, Brasília, cujo plano urbanístico é confiado a Lucio Costa. Em 1958, é nomeado arquiteto-chefe de Brasília, para onde se transfere e permanece até 1960.

Entre os projetos mais importantes de Niemeyer destacam-se o Parque Ibirapuera, em São Paulo, de 1951; a sede do Partido Comunista Francês, em Paris, de 1965; a Escola de Arquitetura de Argel, na Argélia, de 1968; o Memorial da América Latina, em São Paulo, de 1989; e o Museu de Arte Moderna, em Niterói, de 1996.
Casou-se pela primeira vez em 1928, aos 21 anos, com Anita Baldo. O casal teve uma filha, Anna Maria Niemeyer (1931-2012), que deu ao arquiteto cinco netos e treze bisnetos. Ficou viúvo em 2004 e, dois anos depois, casou-se com sua secretária, Vera Lúcia Cabreira.
Veja vídeo sobre instalação do Museu dos Três Pandeiros
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