11 de outubro de 2012

Quem é Joaquim Barbosa, presidente eleito do STF?


Joaquim Benedito Barbosa é um jurista brasileiro, chegou ao Supremo em 2003, quando nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mineiro de Paracatu, interior de Minas Gerais, tem 58 anos. Filho de um pedreiro e de uma dona de casa, é doutor e mestre em direito público pela universidade de Paris e fala quatro idiomas. De temperamento forte, já se envolveu em discussões acaloradas com outros ministros. Esta semana o mesmo foi eleito como novo presidente do STF.

Conhecido pelos pabaibanos desde o intenso julgamento do atual Senador Cássio Cunha Lima, e agora mais recente por ser o  relator do julgamento do mensalão. 


A súbita popularidade por causa do julgamento do mensalão é vista por ele como resultado do trabalho do Supremo. “Não é popularidade minha, é popularidade do tribunal. É um orgulho muito grande fazer parte do tribunal neste momento tão auspicioso, tão importante”.


Joaquim Barbosa nasceu em Paracatu, noroeste de Minas Gerais. É o primogênito de oito filhos. Pai pedreiro e mãe dona de casa, passou a ser arrimo de família quando estes se separaram. De família bastante carente, que valorizava a educação. Ainda menino, ele ajudava o pai, dono de uma olaria. Mas perdia noites e noites sobre os livros, seus companheiros inseparáveis. Outro amigo de todas horas e parceiro de peladas era Bordan, que hoje, aos 54 anos, em nada lembra um atleta da bola. “Pois é, com esse meu peso todo ninguém consegue imaginar que eu era um craque”, reconhece, aos risos, Benedito Conceição Fernandes Pinto. Conhecido na cidade apenas pelo apelido, Bordan vive até hoje na mesma casa simples que divide com a família, bem próximo da antiga residência do antigo ministro.


















Aos 16 anos foi sozinho para Brasília, arranjou emprego na gráfica do Correio Braziliense e terminou o segundo grau, sempre estudando em colégio público. Obteve seu bacharelado em Direito na Universidade de Brasília, onde, em seguida, obteve seu mestrado em Direito do Estado.



Prestou concurso público para Procurador da República, e foi aprovado. Licenciou-se do cargo e foi estudar na França, por quatro anos, tendo obtido seu Mestrado em Direito Público pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas) em 1990 e seu Doutorado em Direito Público pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas) em 1993. 






Retornou ao cargo de procurador no Rio de Janeiro e professor concursado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Foi Visiting Scholar no Human Rights Institute da faculdade de direito da Universidade Columbia em Nova York (1999 a 2000), e Visiting Scholar na Universidade da California, Los Angeles School of Law (2002 a 2003). Fez estudos complementares de idiomas estrangeiros no Brasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na Alemanha. É fluente em francês, inglês e alemão.



Embora se diga que ele é o primeiro negro a ser ministro do STF, ele foi, na verdade, o terceiro, sendo precedido por Hermenegildo de Barros (de 1919 a 1937),  Pedro Lessa (de 1907 a 1921).


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