3 de setembro de 2012

UPAS cariocas são modelos para o resto do país


As 54 Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h) do Rio de Janeiro servem de exemplo para o resto do País. O modelo de atendimento adotado nelas é usado até no exterior, como na Argentina, que já possui três UPAS instaladas. Os números comprovam o sucesso: já foram realizados mais de 14 milhões de atendimentos, 10 milhões de exames laboratoriais, três milhões de exames de Raio-X e mais de 100 milhões de medicamentos distribuídos gratuitamente.
A superintendente de Unidades Próprias da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Valéria Moll, conta como alcançaram o sucesso. “Os gestores das UPAs e da Secretaria de Estado de Saúde têm acesso a um sistema informatizado que apontam o fluxo de pacientes, o tempo de espera, o números de profissionais e a ocupação das salas e consultórios das unidades”. Ou seja, é realizado o controle de toda a movimentação das Unidades.
Em breve, as Unidades de Pronto Atendimento vão implantar modernas técnicas de gestão o que deve estabelecer uma parceria ainda maior entre estado e a sociedade. “As unidades serão as primeiras da rede a receber o modelo, mas o controle de fiscalizar e garantir a eficiência das políticas públicas de saúde continuará sendo do Governo do Estado”, explica a superintendente. A implementação dessa nova forma de administração tem como objetivos reduzir custo, melhorar a gestão e garantir um atendimento de qualidade à população.
Outra estratégia pioneira usada são os microchips implantados nos equipamentos, na rouparia, nos medicamentos e insumos, e nos uniformes. Estes sensores espalhados nas UPAs fazem o controle da entrada e saída dos materiais. A ideia é expandir a experiência para todas as Unidades de Pronto Atendimento ao longo do próximo ano.
Atendimento – Atualmente, as UPAS oferecem atendimento em urgência e emergência para adultos e crianças, incluindo odontologia, 24 horas por dia nos sete dias da semana. A equipe de atendimento é composta por médicos emergencistas, pediatras, dentistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, farmacêuticos e assistentes sociais. Além disso, as unidades também realizam exames laboratoriais, Raio-X, sutura, medicação e nebulização.
As UPAs contam ainda com salas de observação, salas individuais para pacientes com doenças infectocontagiosas e salas para estabilização do paciente grave, onde o paciente recebe atendimento necessário até que o quadro clínico seja estabilizado para removê-lo para um hospital. Nestas salas, existem equipamentos usados em unidades de terapia intensiva para atender casos extremos, se houver necessidade. Quando o paciente chega a uma Unidade de Pronto Atendimento a primeira coisa a ser feita é a classificação de risco dele, e os atendimentos médicos são realizados de acordo com a gravidade dos casos.
As UPAs vão entrar em uma nova fase, unindo tecnologia e atendimento especializado para melhorar ainda mais o atendimento à população. “Para isso será utilizada a tecnologia de telemedicina, onde os profissionais das UPAs irão se comunicar com outros médicos especialistas para analisar casos”, informa a superintendente Valéria Moll. São três novos projetos especiais que usam a telemedicina no atendimento a pacientes com AVC, infarto e de pediatria.
  • AVC: As novas unidades de pronto atendimento especializadas em AVC serão equipadas com tomógrafos transportáveis e terão equipes treinadas para identificar o tipo de AVC (isquêmico ou hemorrágico). Além disso, terão suporte da equipe de neurologia e neurocirurgia do novo Hospital Estadual do Cérebro.
  • Pediatria: Com tecnologia de ponta, um serviço de telemedicina também será criado para atendimento pediátrico nas UPAs, em parceria com o Instituto Pediátrico Martagão Gesteira (IPPMG), da UFRJ. Um núcleo de pediatria do IPPMG ficará de plantão 24 horas, dando suporte à distância aos profissionais de saúde dessas UPAs.
  • Cardiologia: O Instituto de Cardiologia Aloysio de Castro (Iecac) montará uma equipe que ficará de plantão 24 horas dando consultoria aos médicos da rede. Os médicos consultores avaliarão os exames dos pacientes cardiológicos que forem atendidos nas UPAs.
O objetivo das UPAS 24h é funcionarem como unidades intermediárias aos hospitais colaborando para desafogar os prontos-socorros hospitalares e melhorando o acesso dos brasileiros aos serviços de emergência no SUS.
Ilana Paiva / Blog da Saúde

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