30 de maio de 2012

SENADOR REVELA DETALHES DA MAIS RECENTE INICIATIVA DE COMBATE AO CRACK E OS DANOS DESSE ENTORPECENTE NO BRASIL


Vital destaca que investimentos para Centros de Referência em prevenção às drogas serão de R$ 6 milhões

Em suas inúmeras variantes ao longo do tempo, as drogas ilícitas sempre foram motivo de recorrente preocupação para a sociedade e para as autoridades constituídas. É sabido que desde tempos imemoriais a humanidade faz uso regular de substâncias entorpecentes e estupefacientes. O fato concreto é que a disseminação do uso de drogas ilícitas produz e acumula uma série de graves problemas de saúde pública e segurança, que acabam por afetar toda a sociedade.  Preocupado com essa realidade o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) apoia a instalação na Paraíba dos Centros Regionais de Referências para formação de profissionais de saúde, assistência social, segurança, agentes comunitários e do sistema judiciário e policial em temas sobre a prevenção ao uso de crack e outras drogas.
A iniciativa faz parte do programa Crack, é possível vencer. A finalidade segundo o senador é qualificar os profissionais de forma permanente e democratizar o acesso ao conhecimento, principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde ainda há carência de polos de formação. “Podem apresentar propostas instituições de ensino superior públicas (IES), em áreas com população igual ou superior a 500 mil habitantes. As localizadas em municípios menores devem firmar parcerias com cidades vizinhas para atender ao critério populacional. O investimento pode chegar a R$ 6 milhões”, disse. A apresentação das propostas é até 25 de junho. As selecionadas receberão repasse federal no valor mínimo de R$ 200 mil e máximo de 300 mil. O edital pode ser achado no endereço: (http://portal.mj.gov.br/data/Pages/MJA21B014BPTBRNN.htm).
Vital lembrou que a falta de uma política voltada para ações específicas de combate ao consumo de drogas no Brasil levou o crack a quase 4 mil municípios do país, segundo dados recentes da Confederação Nacional de Municípios – CNM. O senador alertou que ainda apenas 14,78% das cidades pesquisadas neste levantamento da CNM afirmaram possuir Centro de Atenção Psicossocial (Caps), que oferece atendimento e acompanhamento clínico de pessoas com transtornos mentais, entre eles usuários de drogas.
Campina – O parlamentar peemedebista destacou que a cidade conta com sete unidades do CAPS Saúde, que serão ampliadas para 12 dentro de 49 dias. “Essa atitude do prefeito Veneziano e uma politica clara para erradicar essa mazela das drogas de nossos jovens e pretendo levá-la para outros municípios brasileiros”, disse.
Sem apoios – Vital do Rêgo citou que só 8,43% das cidades brasileiras alegaram possuir algum programa municipal de combate ao crack. Porém, mesmo sem um programa definido e com a falta de apoio das demais esferas de governo, 48,15% dos municípios realizam campanha de combate ao crack, aponta a pesquisa.
Para o ex-integrante da Polícia Federal na Paraíba, Deusimar Guedes, que atualmente está aposentado e dedica-se a realizar palestras educativas junto ao público jovem, a capital paraibana tem o maior consumo de crack do país: “João Pessoa é a capital brasileira com o maior consumo de crack”, disse, referindo-se ao estudo apresentado pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid).
Enquanto a média de consumo nacional é de 1%, em João Pessoa esse índice é de 2,5%, superando em termos proporcionais até mesmo o município de São Paulo – onde há a conhecida “Cracolândia” -, que tem uma média de 1,8%.
O senador Vital do Rêgo lembrou que a presidente eleita Dilma Rousseff, em diversas ocasiões, citou o combate ao crack como uma de suas prioridades no plano de governo. “Ainda como pré-candidata, Dilma afirmou que estava preocupada com a droga, que, segundo ela, ‘mata, é muito barata e está entrando em toda periferia e em pequenas cidades’, prometendo enfrentar ‘essa ameaça com autoridade, carinho e apoio’”.

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