A Polícia Rodoviária Federal em
uma ação conjunta com o Batalhão de trânsito estadual realizou durante a tarde
e a noite desta quinta-feira (24) a apreensão de vários veículos na cidade de
Cuité.
Revoltados com a operação, populares
que se sentiram prejudicados em ter o seu principal meio de transporte
aprendido, foram até a sede da companhia de trânsito em Cuité, onde
demonstraram suas indignações.
Segundo populares, não só houve
apreensões, como também aplicação de multas para os veículos irregulares. Agricultores
presentes no local disseram que a forma como são realizadas as operações da
Polícia, acaba prejudicando homens de bem que precisam do seu meio de
transporte para trabalhar.
Na operação ainda foram realizadas revistas
aos veículos e motos que passavam pela principal avenida da cidade.
De acordo com a Polícia
Rodoviária Federal em entrevista a uma televisão local, a intenção das
operações é apreender veículos que venham ser produtos de furtos, só que em
Cuité o alvo não foram apenas os veículos sem documentação e sim todos que
tinham qualquer tipo de infração, até mesmo os veículos com infrações
consideradas leves foram rebocados ao pátio da CIRETRAN.
Mas o que marcou a operação de
ontem, não foi a aplicação da lei prevista no Código de Trânsito Brasileiro, e
sim a forma com que foram aplicadas as abordagens aos condutores, até as armas
que deveriam ser usadas em casos de suspeitas, foram usadas para parar os
veículos. O que ficou na mente dos motociclistas e motoristas cuiteenses não
foi a “Educação de Trânsito” que deveria ser aplicada aos mesmos, e sim o
pânico gerado pela operação.
Educação mesmo, dessa vez não
prevaleceu.
Flávio Fernandes