23 de maio de 2012

Caatinga na Rio + 20: Cássio participa de Conferência do Bioma e propõe Desenvolvimento Sustentável


Na condição de representante do Senado Federal na Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio +20, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) participou nesta sexta, em Fortaleza, CE, da 1ª Conferência Regional de Desenvolvimento Sustentável do Bioma Caatinga, onde proferiu palestra.
Como não poderia ser diferente, a temática da seca foi predominantemente discutida nos dias do evento, que terminou com a fala do senador paraibano onde ele reforçou a necessidade para a continuidade e convergência dos programas governamentais voltados para atender os problemas do semiárido nordestino.
Segundo o senador paraibano, cujo tema da palestra foi a "Celebração do Pacto pelo Desenvolvimento Sustentável na Caatinga", os nordestinos que vivem no semiárido sabem que “entra Governo e sai Governo e os problemas continuam os mesmos”. Ele reforçou sua defesa a favor de um Brasil com oportunidades distribuídas de modo a respeitar a desigualdade de necessidades. 

O evento realizado em Fortaleza, é preparatório para a RIO +20

CARACTERÍSTICAS DA CAATINGA
O bioma “caatinga”, que se estende por todo o semiárido nordestino ocupando 11% do território nacional é o único bioma exclusivamente brasileiro e de toda a região semiárida do planeta é a que tem maior diversidade, com cerca de 940 espécies catalogadas e praticamente sustenta a economia regional por meio do fornecimento de energia e de produtos florestais não madeireiros.
Conforme a fala do senador Cássio Cunha Lima no encontro em Fortaleza, cerca de 30% da matriz energética da região vêm da lenha obtida da exploração não sustentável, utilizada por 70% das famílias dessa área na preparação de alimentos. Em relação ao recurso florestal não madeireiro, são utilizados desde o forrageiro para pastagem de gado e produção de mel, passando pela comercialização de frutos nativos e plantas medicinais, chegando até as cerâmicas e indústrias de gesso, que geram divisas para o país usando lenha como suprimento de energia.
Cássio advertiu que o uso inadequado dos recursos florestais da caatinga a falta de informações técnicas sobre o manejo florestal, associado ao aumento populacional e a não preocupação com a conservação destes recursos, resultou no aumento da degradação ambiental e na destruição da biodiversidade, acarretando perda da qualidade de vida das populações rurais. Queimada, corte indiscriminado da madeira e troca da mata por plantações contribuem para a destruição da caatinga, tornando a vida no semiárido mais difícil. 

MANEJO RACIONAL
Cássio destacou a necessidade do uso planejado e racional da caatinga através do manejo florestal que é uma alternativa viável para a produção sustentada de produtos florestais. Segundo ele “é o caminho correto para fornecer, de maneira constante, os recursos necessários para a sobrevivência do sertanejo, sem a necessidade de destruição de outras áreas”.
Ele aproveitou o encontro para apontar saídas para conter a degradação da Caatinga, como a adoção de práticas de manejo sustentável, o sistema de agrofloresta, a criação de carneiros no sistema agrosilvipastoril, a produção de mudas nativas e também de mel. “Assim, em pouco tempo, a caatinga poderá continuar fornecendo produtos para o consumo, geração de renda e contribuir para melhoria da qualidade de vida das pessoas que ali moram”.

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