25 de fevereiro de 2012

Campanha da Fraternidade 2012 é lançada em João Pessoa


Diretor do Departamento Nacional de Auditoria do SUS, Adalberto Fulgêncio substituiu ministro que era esperado

Na noite desta sexta-feira, 24, foi realizada em João Pessoa a solenidade de abertura da 49ª Campanha da Fraternidade que este ano traz como tema Fraternidade e Saúde Pública. O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, era esperado para proferir a palestra de abertura, mas foi substituido pelo Diretor do Departamento Nacional de Auditoria do SUS, Adalberto Fulgêncio que veio falar sobre Saúde Pública: desafios e perspectiva. A ausência do ministro foi comunicada oficialmente no fim da manhã desta sexta-feira por sua assessoria. A cerimônia aconteceu no Espaço Cultural.
Fulgêncio fez questão de destacar a importancia das pastorais na criação e na consolidação do SistemaÚnico de Saúde (SUS) que ele considera vitorioso. “Os principios do SUS dialogam com os princípios do cristianismo”, defendeu. Ele citou como exemplo vitorioso, entre as auais políticas de saúde do SUS, a lista de transplantes. “A igreja pode ajudar os gestores a se aproximar do povo. O SUS é um sistema civilizatório”.
O Arcebispo da Paraíba, D. Aldo Pagotto, enfatizou que o foco da campanha é a vida saudável e a saúde pública. Ele acredita que não se pode resposabiliar apenas o Estado pelo modo que o acesso a saúde é proporcionado no Brasil. Para o religioso, o engajamento da população através do voluntariado é essencial. “Com planejamento, com politicas publicas condizentes temos essas experiências exitosas em propiciar a saúde preventiva e a assitência caridosa a saúde curativa. Mas sem parcerias a gente não consegue nada e é preciso criar essa parceria abrangente, esse espirito solidário de comunhão fraterna que a igreja procura viver e chamar a sociedade a se comprometer”.
Dom Aldo defende que a saúde na Paraíba melhorou, mas ainda há um longo caminho a percorrer, pois existem muitas lacunas a serem preenchidas, o que só seria possível também com o apoio da iniciativa privada. A seu ver, o Estado é “bem capenga” para alavancar recursos e seria preciso agir ecumenicamente. “Somos constituidos de amor e há muito o que doar, não só a receber. Isso não é poesia, temos experiências, por exemplo, a redução de 72% de mortalidade infantil graças a Pastoral da Criança”, conclui.
O prefeito de João Pessoa, Luciano Agra, fez coro a esse discurso e disse que o tema desse ano não poderia ser mais oportuno. Ele tem certeza que a campanha terá um grande impacto social. “Na primeira reunião que foi feita, já tivemos a presença do Ministro da Saúde e com certeza isso já revela um sinal do governo federal em querer revigorar as politicas de saúde no pais. Estamos avançando bastante, não podemos deixar de reconhecer isso, mas é preciso ir muito além”.
Monica Melo 
WSCOM Online

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