9 de novembro de 2011

Mídias sociais dão voz a quem não tinha, diz especialista da Casa Branca

Para Jeanne Holm, arquiteta do conhecimento que participa de programas de comunicação digital na Casa Branca e na NASA - nos EUA - as mídias sociais, em um primeiro momento, são uma maneira de duas pessoas ou organizações se comunicarem por meio da tecnologia da informação. Em entrevista ao Terra, ela disse acreditar que esse tipo de comunicação, em um segundo momento, consegue ir além. Para Holm, mídias sociais dão voz a quem não tinha anteriormente e são uma ferramenta-chave para uma comunicação que se almeja global. 


O recado é simples: as mídias sociais podem erguer uma companhia a um patamar elevado junto aos consumidores, e, pelos mesmos motivos, são capazes de destruir uma instituição em poucas horas.
A especialista está no Brasil para participar da Inforuso, um seminário de tecnologia, TI, comunicação digital e negócios que se realiza nesta terça-feira em Belo Horizonte. E aconselha: "Não crie uma página no Facebook ou uma conta no Twitter sem esperar ter que responder às conversas que as pessoas têm nas redes sociais", disse Holm.

Entendido para além de uma simples "praça pública" digital, o espaço online, quando bem usado, pode impactar o planeta de uma maneira que antes não seria possível. Em um mundo pré-redes sociais, se uma empresa fornecesse um mau serviço a uma única pessoa, a probabilidade de este se tornar um caso isolado era grande, como conta Holm. "Hoje, o usuário pode tuitar de uma loja e, em questão de segundos, milhares de pessoas - potenciais consumidores - saberão", afirmou. 

Quando a especialista fala sobre a boa utilização das redes, ela se refere a não desprezar o sentido real e primeiro dessas relações: a interação. "Ter uma página na web não é suficiente. As pessoas querem ouvir sobre você, saber o que os outros pensam sobre você e fazer perguntas", explicou. Na NASA, por exemplo, os astronautas são encorajados a usar o Twitter do espaço para compartilhar a experiência deles diretamente com os usuários, humanizando um processo que, aos olhos de quem não faz parte dele, pode parecer intimidador.
O futuro das mídias sociais na mobilidade
Para Holm, o futuro do uso das redes sociais será intensificado pelos dispositivos móveis e toda a plataforma de mobilidade, que engloba serviços específicos e aplicativos destinados para o compartilhamento cada vez mais acentuado das experiências cotidianas.

Outra aposta da especialista para o futuro é a realidade imersiva, com enfoque em tecnologias tridimensionais combinadas com a mobilidade. A realidade aumentada poderá ser usada em videochats de baixo custo em celulares, com objetos em 3D aparecendo no display do celular.
A última tendência apontada por Holm se refere às tecnologias verdes em um mundo em que escolhas que não agridam o meio ambiente ganham cada vez mais relevância. "Quando as empresas trabalham para proteger o meio ambiente, fazendo escolhas socialmente conscientes e pensando em questões locais, elas influenciam o comportamento do consumidor", concluiu.


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