28 de setembro de 2011

"Padroeira de Cuité 2011" Por Isaac Leite



 Todo dia 24 de setembro, numa tradição que perpassa séculos, é dia de festa na cidade e na região. Todos os olhares e corações se voltam à Serra que abriga em seu topo a Igreja Matriz da cidade, morada da Excelsa Padroeira do lugar e da região como um todo. Igreja esta que já não abarca o tão elevado número de presentes na Missa Solene, que para o coração da cidade com suas ruas tomadas de fiéis.





Tradição também, logo após a Missa, é o encontro mais esperado por toda a Igreja: quando a Santa Mãe surge em seu andor, ao cair da tarde, saindo da Matriz, para encontrar-se com seus milhares de filhos, que a esperam emocionados, com cantos, orações, lágrimas, aplausos, sempre em busca de um toque em sua imagem ou de uma flor que componha o cenário de seu andor, representação sempre aquém da beleza e da força de seu esplendor.







E é na procissão que, num misto de emoção pela fé e pela dimensão do evento, tomamos ciência da grandiosidade da festa. Apenas a título de ilustração de o quanto a festa e a fé crescem a cada ano, vale salientar que a paróquia de Cuité tem atualmente a maior festa religiosa da Diocese de Campina Grande-PB.





Fácil perceber, pois, a importância deste evento para a cidade. Se chama a atenção de toda uma região, imagine o que representa para a cidade-sede, que se orgulha em dizer que “é a festa mais cuiteense de todas”. Não à toa deu origem à máxima “Nada é maior, em Cuité e no Curimataú, que a Festa de Nossa Senhora das Mercês”, que ecoa há muito tempo.



Assim, é no ponto mais alto do Curimataú que Nossa Senhora das Mercês recebe seus milhares de fiéis, que lhe acorrem em louvores, súplicas e agradecimentos, e de onde simbolicamente cobre toda uma geografia cujo principal sustentáculo reside na fé que seu povo deposita na Mãe de Jesus, redentora da escravidão que as condições agrestes impõem à sobrevivência.


NOTA: Parabéns à Paróquia de Cuité pelos seus 210 anos de criação e devoção que só enaltecem nossa terra, nossa fé, nossa Mãe.


Por Isaac Leite

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