29 de agosto de 2011

Coluna Alexandre Fonsêca "Sertão"

Sertão.









Prof.  Alexandre  Fonsêca





Tudo   morto, sem  cor...

Sem  água,  tudo  é  cinzas!
Os  galhos  ressequidos
Se  misturam  nos  sonhos
De  outrora  esquecidos.
A  vida  é  um  contraste no  sertão,
Uma  batalha  constante...
Que  encontra  na  seca
A  voraz superação.
Se  é  própria  do  homem
Ou  de  sua  religião,
Ninguém  sabe...
Os  olhos ganham  sentidos:
Falam, escutam, sentem...
Maldito  tempo que  testa
A  força  do  sertanejo!
Que  na  Grécia seria
Bem  mais que  um  herói,
Nem  Ulisses,  nem  Aquiles,
Nem  os  deuses  do  Olimpo,
Ousariam dasafiar-te!
Tua   força  é  movida  pela  esperança,
Refletida  num  presságio,
Que  brota  na  chuva
Como  uma  criança,
Ávida por  vida,   transformação!
Mudando  a paisagem,
Vencendo  a  estiagem,
Numa  metamorfose  do  Sertão.

Agosto  de  2011.

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