1 de julho de 2011

Coluna Crisólito Marque "Diferenciar, real do virtual, você sabe?"

Diferenciar, real do virtual, você sabe?

Muitos internautas acreditam que pertencer a comunidades virtuais é tão importante quanto os laços estabelecidos no mundo real, como laços familiares e amizades reais do cotidiano. Segundo um estudo divulgado pela Universidade do Sul da Califórnia (USC). Para 43% dos americanos que pertencem a comunidades na internet, o mundo virtual é tão importante quanto o real, segundo o estudo Annenberg Digital Future Project, subordinado à USC.
Os pesquisados também conheceram, em média, 4,65 pessoas, com as quais mantiveram relações de amizade exclusivamente limitadas ao universo virtual. A web também ajudou 40% a manter o contato com amigos e parentes. As conclusões mostram até que ponto a rede é cada vez mais importante para fins sociais.
De acordo com a pesquisa, cada vez mais gente participa de atividades sociais “online”, como escrever “blogs”. O número de “blogueiros” duplicou desde 2003, o que significa que 7,4% dos internautas têm “blogs”. Também cresceu o número de pessoas que põem as suas fotos na internet, que hoje são 23,6% de todos os internautas. O número de usuários que mantêm seu próprio site também continuou crescendo, chegando a 12,5% do total.






A internet tem sido uma fonte de entretenimento, informação e comunicação desde seu início. Mas, hoje em dia, estamos descobrindo o novo rumo que ela toma como uma ferramenta que muitos usam para promoção, desacato, furto e muitas outras ações de determinadas pessoas ou instituições, devemos parar e pensar até que ponto este meio de comunicação é benéfico ou maléfico para nós no mundo real.
Um em cada cinco pais acredita que seus filhos passam muito tempo na internet. Mas a maioria acha que isso não melhora nem prejudica seu rendimento escolar. Devido ao fato de muitas pessoas, principalmente os mais jovens, estarem frequentemente consultando sobre o que é ou não é possível, aceitável ou correto no chamado "mundo virtual", é necessário que se divulgue o entendimento social e jurídico a respeito.
Embora respeitemos a opinião de alguns, no sentido de que o "mundo virtual" possa ser mais fluído, liberal e/ou permissivo do que o mundo real, não é possível concordar, de forma nenhuma, com a idéia, pois acima de tudo, está nossa convivência no mundo real, nossas verdadeiras amizades e laços familiares estão verdadeiramente ligados a nós no mundo real, portanto devemos respeitar os limites de cada um, estejam estes no virtual ou real.

Não há porque crer que haja dois mundos, posto que ambos são habitados pelas mesmas pessoas. A diferença parece ser apenas semântica, pois o virtual já é parte totalmente integrante e imprescindível da vida moderna, tanto no campo pessoal como no profissional, claro que esta opinião pode ser meramente refutada por qualquer outra pessoa, tendo seus devidos pontos de vistas para tomar como base para este debate.

O entendimento vigente é que, quer sejam adolescentes ou adultos, ao publicar suas posições pessoais na Internet, cabe-lhes respeitar a honra, a integridade moral, a liberdade e os demais requisitos que permitem a todos viver e interagir com as demais pessoas, o direito de ir e vir que está posto na Constituição vigente do país e que caracterizam a vida em comunidade. Vemos portanto que para um uso mais consciente deste meio de comunicação que já tomou conta da maioria das vidas de muitas pessoas no planeta, estas teriam que ter algum tipo de “educação virtual”, neste caso, ponto que teria que ser muito discutido pelos nossos representantes legais, muitos tópicos e questões teriam que ser levantados, tais como: quem iria ministrar e quais matérias,  por quem seria “bancada” esta educação.
Enfim, é uma idéia dentre as muitas que se espalham mundo afora, porém que fique claro que é fundamental a consciência e o bom senso no uso desta ferramenta de comunicação, pois quem não agir assim, não estará ao abrigo da Justiça, e correrá o risco de ser enquadrado em um ou mais artigos do Código Penal ou de outras normas legais.

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